Mais Poesia

domingo, 2 de julho de 2017

Não Sei

Às vezes, não sei
Não sei se sou eu
Se são as pessoas
Se é algo que faço
Ou se encano de mais

Os mais ignorados
Os que não costumam 
Ser preferência 
Que para conviverem bem
Precisam fingir ausência

Os desencanados 
Me ensinem como fazer
Como não me importar
Como não perceber

Me apego aos detalhes
Que passam tão despercebidos
Para alguns...
Só detalhes

E guardo pra mim
Como algo que não terá fim
Me faço de cego
Para continuar vendo o belo


Aline Madruga







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