Mais Poesia

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Paredes

Mudas e surdas
Pareciam as paredes
Mas foram as que mais me ouviram muitas vezes
Minha voz ecoava pelos cantos
Meu peito apertado doía tanto
Chorava agoniada, soluçando
Pedindo para que a dor parasse, suplicando
Entre o teto e o chão
Não havia espaço
Meus olhos sem saber para onde olhar
Se fecharam
E comecei a me acalmar
Finalmente o sono iria chegar
E dali em diante
Tudo ficaria como antes
Mesmo que com sentimentos inconstantes
Não mais as paredes
Mas os  sonhos seriam meus acompanhantes

Aline Madruga

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