Mais Poesia

domingo, 31 de janeiro de 2016

Nosso Reencontro

Foram longos anos
até você aparecer.
Enfim nos reencontramos
e pudemos continuar aquela nossa história
que até hoje me tira o fôlego.
E não importa o tempo que eu passe ao seu lado,
nunca é o suficiente
pra matar aquela saudade
que tinha ficado.
Eu passei anos querendo te ver de novo.
Só precisava saber onde você estava.
E no fundo, eu sabia.
Tanto que fui atrás.
Enfim te vi...e foi impossível não me apaixonar.
E até hoje isso acontece,
até hoje sinto meu corpo adormecer só de você me tocar.
Até hoje sinto o estômago florescer
e sinto que isso nunca vai parar.
Porque é inevitável olhar pra vc,
viver com você,
crescer com você,
e não continuar a te querer.
É pra valer.
É pra sempre.

Sempre!

Aline Madruga

Em homenagem ao dia da saudade 30/01

Que saudade de você.
Das nossas conversas a noite toda.
Saudade da nossa amizade,
que era só nossa.
Dos nossos abraços reconfortantes.
Daquela cumplicidade.
Saudade de falar com você,
pelo olhar.
Saudade do jeito que você ficava
só de saber que eu iria embora.
Saudade dos recados,
que você deixava pra mim todos os dias,
e que eu via quando acordava.
Saudade de passar a tarde num café,
com você.
Querendo que o tempo parasse
pra que eu pudesse curtir aquele momento.
Saudade de saber
que você se importava.
Mas do que eu mais sinto saudade,
é de que tudo isso
fosse verdade.

Aline Madruga

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Meu Grito

Eu grito em forma de poesia,
e coloco pra fora tudo o que eu sinto
ou já senti um dia.

Havia coisas das quais eu já me despedia
e outras que reencontrei na vida.

Para tudo e para todos
não quero mais ser nada.
Quero ser pra mim a palavra expressada.

E que nada mais me impeça
e nem me faça esquecer
de como eu quero crescer.

Tanto faz você,
tanto faz ele,
tanto faz ela.
Tanto faz aquilo.
Só eu me escuto. 
Só eu me quero ser ouvido.


Aline Madruga

Reflexões vem e vão...podem mudar ou não.

Acho que no fim é assim...algumas pessoas são sozinhas. Talvez para estarem sempre refletindo sobre tudo. 
Todos algum dia sentem solidão. E tem aqueles que não aguentam o tranco e a pressão e se refugiam nas drogas, na bebida, nas falsas amizades, no dinheiro e na mentira. 
E não adianta desabafar suas dores e angústias pra ninguém. Por que ninguém vai poder te ajudar. Muitas vezes nem vão te ouvir e, se ouvir, vão começar a te achar chato e cansativo.
Poucos ainda pensam nos outros. Estão muito ocupados gastando, bebendo, trabalhando, tentando se dar melhor do que você.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Dá e Passa...

VONTADE É COISA QUE DÁ E PASSA.
PODE LEVAR 1 MÊS,
PODE LEVAR 1 ANO.
TALVEZ A VIDA INTEIRA.
MAS PASSA...

Aline Madruga

Nosso Jeito

Acordar de manhã
Café tá na mesa
Abrir a varanda
Espantando a tristeza

Tem fotos na estante
Alegria constante
Um livro, uma rede
Te quero assim

A música alta
Com dança na sala
Abraço juntinho
É nosso carinho

Não quero que passe
Tão rápido assim
É raro se ter
Esse enlace sem fim

Aline Madruga

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Poesia Todo Dia...

Não pare com a poesia
Assim você deixa minha tarde vazia
E fria
E chata
Sem alegria

A poesia encanta
E canta
E balança meu corpo
Faz meu sorriso solto

Então continue esse poema
Me faz esquecer os problemas
Me entorpece
Me enlouquece
Não esquece!

Depois vem me embalar
Nos seus braços quero estar
A poesia recitar
Nos seus ouvidos
A te beijar

Aline Madruga

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Sinto Te Informar, Sinto Te Dizer

Sempre tem alguém
Que acha que sabe de tudo
Que tem a fórmula certa
O melhor jeito de viver
O melhor jeito de encarar

Tá certo?
Tá errado!
Sinto te dizer
Que de tudo, você nunca irá saber

Nessa vida todos caem
Todos levantam
Mas alguns deixam um encanto
Que sempre irão lembrar

Achando que sabe de tudo
A única coisa que irá deixar
São mais e mais dúvidas no ar
Sinto te informar

Aline Madruga

Não, Ela Não Vai Mudar!


Ela já falou tanto dos outros,
que os outros já não querem mais saber.
Falou de você para mim,
falou de mim para você.
Não, ela não vai mudar!
Sim, ela gosta de difamar.
Dentro dela vejo dor.
Talvez seja quem mais precise de amor.
E as palavras dela a irão sufocar,
até sozinha ela ficar,
com tanta amargura que tem pra soltar.
Não, ela não vai mudar!
E por pena será bem tratada
e por compaixão será amada
Sim, ela vai se engasgar,
com todo veneno que insiste em soltar.
E assim sempre será.
Dia após dia, ela vai viver,
sozinha com suas ervas daninhas,
que todos a sua volta conseguem ver.
E nem perderão mais tempo, em tentar deter.
Não, ela não vai mudar!
Sim, ela precisa se amar!

Aline Madruga

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Quero Terra, Quero Mato

Árvores e montanhas
Em volta de mim dançam
Quero terra, quero mato
Sinto-me forte

A luz natural
Ilumina as folhas secas
O cheiro das ervas e das flores
Me contagiam por inteira

Abro os braços
Sinto o vento me tocar
O único barulho que ouço
É o barulho do ar

Galhos estalam
Folhas balançam
Troncos encostam o céu
Abelhas fazem mel

Senta na grama
Faz uma trança
Inventa uma dança
Trocamos aliança

A lua, um véu
A noite no céu
Estrelas cintilantes
Me inspiram bastante

Quero terra, quero mato
Quero grama, quero lama
Quero flores, quero amores
De volta à cidade, a fruta podre


Aline Madruga

Livro Velho

Livro velho é assim
Já foi lido e relido
Amassado e esquecido
Emprestado e devolvido

Gosto de livro velho
Porque ele guarda muita coisa
Quantas mãos já o tocaram
Quantas pessoas já o leram
Já foi abandonado dias inteiros

No sebo ou no porão
Na biblioteca ou no chão
Na estante de alguém
Um livro velho sempre tem

Seu cheiro guarda lembranças
Suas orelhas são como tranças
Feitas por alguém
E no final da história
O livro quase vira dança

Livro é vida
Livro é arte
Nele eu sempre encontro
Alguma parte

Aline Madruga

sábado, 16 de janeiro de 2016

Cecília Benevides de Carvalho Meireles

Hoje o post será dedicado a essa maravilhosa poetisa, pintora, professora e jornalista brasileira, nascida em 7 de novembro de 1901 no Rio de Janeiro, bairro da Tijuca. Morreu aos 63 anos em 9 de novembro de 1964. Uma das vozes líricas mais importantes das literaturas de língua portuguesa.
Seu primeiro livro de poesias, Espectros, foi publicado quando ela tinha 18 anos, em 1919.
Foi casada por duas vezes e teve 3 filhas no primeiro casamento. 
Vou colocar aqui um lindo poema escrito por ela . É inspirador! 
Esse foi o presente que ela nos deixou, sua poesia.


Motivo


Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
-não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
-mais nada.

(Cecília Meireles)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Ser Livre

Que lindo que é
Quando você deposita fé
Naquilo que você acredita
Em quem você quer ser
Sem se preocupar com o que vão dizer
Sem se importar com o que vai parecer
A melhor e mais bela forma de se aceitar
É ser quem você desejar
Só assim será livre
A liberdade em você, vive!

Aline Madruga

Lembranças Para Guardar

Com muitas canetas quero escrever
Tudo aquilo que não quero esquecer
Lembranças e memórias vou guardar
Para um dia ler e chorar
De alegria ou de tristeza
Não dá para ter certeza
Só quero guardar num papel bonito
Tudo aquilo que deixei escrito
Frases, apelos, recordações
Talvez as minhas canções
De toda vinda, de toda ida
De toda história da minha vida

Aline Madruga

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Cada Lado Meu

Atrás  de mim
Grilos, gritos
Barulho, confusão
Sonhos e tesão
Tentando arrumar
Um lado para cada coisa
Que insistem em se misturar
Angústia e paz
Tormento se faz
Já  não  sei se sinto
Se acho q sinto
Ou se é  apenas o efeito
Do café  que tomei demais

                                  Aline Madruga

Você Faz Isso Comigo

O que te atiça
Me atiça também
O que te anima
Também me faz bem
O que faz sua respiração acelerar
Me faz ficar sem ar
E só de você me tocar
Já começo a te desejar.

Aline Madruga

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Pra alegrar a noite, o dia, sempre cabe ler um pouco de poesia...

E no próximo passo
Eu dou um laço
Se apertar e virar nó
Eu viro pó
E do pó de arroz
Consigo tirar beleza
E de toda tristeza
Sai a pureza
Que só assim consigo enxergar
De todas as coisas, algo de bom vou tirar
Para ser belo
Eu até gostaria do amarelo
Para achar lindo
Não preciso de absinto
Basta parar e respirar
E a emoção vai me deixar levar.
Aline Madruga

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Essa Gente...

Tem gente que se fecha pro mundo
E assim prefere permanecer
Tem gente que não mantém relacionamentos longos com outros
Por, simplesmente, não querer

Se for tentar entender
Vai enlouquecer
Porque é só uma questão de ser
Sem ofender

É gente que muda de cara como muda de roupa
Gente que parece ter uma vida louca
Mas na verdade não!
É só uma questão de opinião

Dá vontade sim de investigar
Mas pra que se matar?
Sim! Isso iria te matar!
Pode acreditar

Na verdade
O melhor a fazer
É se afastar
Essa gente não quer se entrosar

Dá um "bye bye"
Deixa pra lá
Pior do que está
É bem capaz de ficar


Aline Madruga




domingo, 10 de janeiro de 2016

Brincadeira na Casinha de Boneca


Estavam todos dormindo
Na casinha de boneca
Calma! Calma menina!
É hora da soneca

Mas a menina queria brincar
E um dinossauro veio andando devagar.
Ele se aproximou da casinha
E começou a gritar:

"Uahhh! Uahhh!"
O dinossauro gritou tão alto
Que todos começaram a acordar
E ao ouvir o barulhão
Levaram um sustão

"Cuidado! Cuidado!
Vem vindo um dinossauro
Ele é verde e grande
Tem olhos amarelos e redondos
Sua pele é nojenta
Tem rabo longo"

"Pare! Pare dinossauro!
Não grite tão alto
Está assustando meus amiguinhos
Preferimos o som dos passarinhos"

"Eu vou salvar vocês!
Não tenham medo!"
-Gritou uma voz que vinha de longe
Era o menino com seu super-herói falante

"Vai embora dinossauro!
Com meu melhor golpe te jogo lá para o alto
E aqui você não volta mais
Meus amigos querem ficar em paz"

E todos pularam e sorriram
Pra sua soneca voltariam
Cantaram uma musiquinha divertida
E o herói anunciou sua partida

"Mas se precisarem de mim
É só chamar
Mesmo de longe vou escutar
E num minuto, vou chegar"

E assim como toda história,
essa chegou ao fim
Todos voltaram às suas caminhas
Era brincadeira na casa de boneca da menina

Aline Madruga

Poemas Infantis

Aqui também vai ter poesia para as crianças. Sempre amei brincar com elas, e agora que tenho filhos meus dias são cheios de historinhas que eu conto pra eles e que eles contam pra mim. Às vezes, estão brincando sozinhos e eu fico observando. É incrível a imaginação deles! Tudo isso me inspira muito!


sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Sobre conversas difíceis...

Não sei por quê insisto nessa conversa
Se depois eu me sinto mal à beça
Eu deveria seguir minha intuição
Mas me deixo levar pela emoção

Pra quê perder tempo com frases e assuntos?
Se eu sinto essa agonia lá no fundo
Além de me sentir mal
Ainda pareço não muito normal

A conversa não desenrola
E eu fico a pedir esmola
Já não bastasse meus dilemas
Ainda arrumo mais problemas

É estranho, é esquisito
Me dá vontade de dar sumiço
Eu não preciso disso

Não é recíproco, nem verdadeiro
Eu sei bem disso
Tá estampado, tá fácil de ver
Mas eu insisto em me meter

Por que não volto pro meu canto?
Onde respiro ar puro
Onde sinto que o maior escuro
É o meu quarto à noite...
Um lugar seguro


Aline Madruga

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Feliz dia do leitor!!!

Hoje é dia do leitor! E podemos comemorar lendo muitos poemas!
Olha que lindo esse gif da Editora Intrínseca

Eu Sou o Que eu Quiser

Durante muito tempo em minha vida
Eu só fiz o que você faria
Só andava por onde você andaria
Não sei se por medo, insegurança
Só sei que agora eu mesma faço a minha dança.
E não adianta tentar me levar para onde você está
Eu só vou se isso realmente me encantar.
Porque de uma forma intensa
Isso me deixou cansada
E eu quero fazer a minha própria caminhada.
De agora em diante, eu sou viajante
Sou poeta, escritora
Dançarina, inventora
Arrumo tudo e depois bagunço
Faço o que eu amo, o que eu quero
E assim, me despeço.

Aline Madruga

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Bendito o dia em que eu voltei a escrever poesia

E quando eu escrevo
Quero mostrar pro mundo inteiro
Aquilo que me deu tanta alegria
Ver o que eu sentia
Em forma de poesia

E quando bate a inspiração
Meus dedos deslizam
E as rimas vêm e vão

Tão fácil fica assim
Quando num momento desses
As palavras saem de mim
Trazendo um alívio sem fim

Mas também não precisa rimar
Eu posso fazer como eu quiser
Basta ter sentimento
Que bonito ficará

Aline Madruga

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Em Memória à Minha Tia

Tudo ela sabe, mas nem sempre vê
Por caminhos vagarosos
Ela vai te conhecer

Um cigarro e um café
Um scarpin sempre no pé
Suas mãos muito macias
Conta histórias sobre a vida

Numa toalha de algodão
Com o baralho em suas mãos
Ela vai se apresentar
E seu futuro enxergar

De um lado para o outro
Ela anda sem parar
Pensando sobre a vida
Com um cigarro p´ra tragar

Sem pressa ela vivia
Mas chegou sua partida
Me olhou com aquele olhar
De quando eu era uma menina

Minha loira, ela falava
Deite aqui com sua tia
Eu em prantos soluçava
E em seu colo adormecia.

Aline Madruga

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

O que me inspira...

Tem dia que tudo é motivo de inspiração. Pode ser uma música, uma flor, um cheiro, uma lembrança, uma pessoa, enfim, motivos não faltam. Mas tem dias que não sai nada, nem uma única palavra, e nesses dias eu prefiro nem forçar, porque pra mim só serve quando as palavras saem "vomitadas". Fica meio nojento falar assim, mas foi assim que veio na cabeça e é assim que escrevo.
Duas pessoas me aconselharam a escrever desse jeito. Na verdade, três pessoas. Uma delas foi Charles Bukowski, que me tocou muito com um poema que vou postar aqui. E, além do mais, eu gosto de escrever sem me preocupar com quem vai ler, com o que vão pensar e com o que vão dizer sobre o que escrevo. Já me preocupei muito com isso e foi o que fez eu deixar de escrever por muito tempo. A melhor coisa é quando você começa a se desligar sobre a opinião dos outros e a ser você mesmo. Quando você se aceita, nada mais importa! Esse é o meu jeito de escrever e nada mais vai mudar isso.

Mais Amor


Mais amor, por favor!
Mesmo que seja com educação
Não adianta ficar pedindo não

Ao invés de pedir, dê amor!
Plante carinho e atenção
Defina-se com boas palavras
Reflita sobre sua ação

Regue-se de bons pensamentos
Não deixe ninguém de lado não
Mas permaneça com uma boa relação

Essa é a questão
De que adianta pedir
E viver em furacão

Passe a amar e disso se enriquecer
Garanto que ao invés de pedir
Você vai agradecer


Aline Madruga

domingo, 3 de janeiro de 2016

Às Bruxas da Minha Vida

Mulher Bruxa, Mulher Bruxa
Que com suas ervas e segredos
Tirou parte dos meus medos

Mulher bruxa que já foi menina
Trazendo sua magia
Devagarinho contagia

Canta com o coração
Abraça com o pensamento
Fez eu me sentir mais forte
Compreendeu o meu momento

Mulher Bruxa, Mulher Bruxa
São tantas magias e poções
Ela faz crescer as plantações
No coração das pessoas
Ela só deixa coisas boas

E para sempre ficará
Entre as flores
Pelo ar
É o amor dessa bruxinha
Que espanta toda erva daninha


Aline Madruga


sábado, 2 de janeiro de 2016

Primeiro poema do ano de 2016

Pensamento Quente

Já que eu não posso te ter nesse momento
Eu transo com você por pensamento
E tranço minhas pernas nas suas
Eu estou completamente nua

Enquanto não posso te tocar
Eu toco meu corpo sem parar
E um abraço seu nesse instante
Já faria eu gozar

Nem perto estamos
E eu te gozo por completo
Esse peito com peito
Ah...eu me desconcerto

Meus olhos, nem abro
Meus sentidos estão embaralhados
Quase te senti aqui
Eu abri os olhos e sorri

Aline Madruga